domingo, 2 de dezembro de 2012

40ª. produção

MAS O QUE É QUE SE HÁ-DE FAZER
Criação: Miguel Mendes e Nuno Castilho
Encenação: Miguel Mendes
Assistência de encenação: Joana Macias
Interpretação: Nuno Castilho
Desenho de luz: Nuno Patinho
Design gráfico: Marta Maranha
Produção: Vasco Neves
Colaboradores: José Cação e José Pedro Sousa
Foi no Neolítico que o Homem deixou de ser apenas colector e passou a fazer, a transformar o meio à sua volta para prover o seu sustento. Somos este Homem num mundo que já conta alguns milénios de transformação às suas mãos.
O que é que se perdeu? Perdeu-se o olhar de quem apenas colhe, não transforma, contempla; de quem se integra no seu meio de maneira sensorial, instintiva, primária, "animal".
Admiramos esse olhar nalgumas culturas ditas primitivas e podemos também reencontrá-lo aqui, dentro da nossa cultura, através dos olhos de um mendigo, alguém que por algum motivo já desistiu, desistiu de fazer o que quer que seja, mas que é obrigado a voltar e a espreitar mais um pouco...
O seu olhar é de tal pureza e de uma ironia tão aguda e genuína que nos enternece e desperta: afinal até Ulisses, quando volta à sua ilha, volta como mendigo...

De 3 (quinta) a 6 (domingo) de Maio de 2007 (4 representações).

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